
Desde novembro, os rebeldes realizam ataques contra navios que passam pelo Mar Vermelho em protesto à guerra de Israel contra o Hamas, um de seus aliados, na Faixa de Gaza. Em dezembro, por exemplo, uma embarcação norueguesa foi atacada por um míssil, na costa do Iêmen. Entenda quem são os rebeldes Houthis
Os houthis, grupo rebelde aliado do Hamas que ataca navios no Mar Vermelho, disseram nesta sexta-feira (26) que suas forças navais atacaram e incendiaram “o navio petroleiro britânico Marlin Luanda”, no Golfo de Áden, localizado entre a Somália, na África, e o Iémen.
“O ataque foi direto”, disse o porta-voz militar Houthi, Yahya Sarea, em um comunicado.
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Após o ataque, a empresa multinacional de comércio de commodities Trafigura informou que o navio estava operando em nome da companhia. Em nota, eles disseram que equipamentos para controlar o incêndio estão sendo usados.
“A segurança da tripulação é a nossa principal prioridade. Continuamos em contato com a embarcação e monitorando a situação com atenção. Navios militares na região estão a caminho para prestar assistência”, informou a empresa.
Diversas imagens do navio petroleiro britânico Marlin Luanda foram divulgadas nas redes sociais.
O governo britânico não comentou sobre o ataque até a última atualização desta matéria.
Quem são os Houthis, grupo rebelde aliado do Hamas que ataca navios no Mar Vermelho
Desde novembro, os rebeldes realizam ataques contra navios que passam pelo Mar Vermelho em protesto à guerra de Israel contra o Hamas, um de seus aliados, na Faixa de Gaza. Em dezembro, por exemplo, uma embarcação norueguesa foi atacada por um míssil, na costa do Iêmen.
O grupo prometeu continuar os ataques até que Israel interrompa o conflito em Gaza e alertaram que atacariam navios de guerra dos EUA se o próprio grupo de milícia fosse alvo.
No Mar Vermelho fica o Canal de Suez, a principal conexão entre a Ásia e a Europa, e o caminho marítimo que inclui o Mar Vermelho e o canal é importante para cadeias de suprimento de produtos em todo o mundo.
A Agência de Energia dos Estados Unidos (EIA, por sua sigla em inglês) afirma que o local é “essencial para a segurança energética global” e no abastecimento de matérias-primas e mercadoria.
Mapa mostra o caminho que os navios fazem até chegar ao Canal de Suez
Kayan Albertin/g1

